domingo, 30 de junho de 2019

Desafios da inclusão na escola contemporânea

Quando iniciou-se o processo de implantação da Educação Inclusiva nas escolas regulares, evidenciou-se as profundas transformações que se faziam necessárias não só nas estruturas físicas escolares, adaptações pedagógicas e inclusão de alunos portadores de necessidades especiais nas salas de aulas regulares pois, a Escola Inclusiva deveria garantir a estas pessoas a possibilidade de receber as mesmas oportunidades e benefícios que outros alunos recebiam, como segurança, proteção, socialização, educação, desenvolvimento de suas potencialidades e capacidades, convívio com outras crianças, apoio pedagógico, psicológico ou médico quando necessários. Fazia-se necessário adaptar recursos, materiais, equipamentos e estruturas. Quebrar paradigmas, preconceitos e temores e buscar-se conhecimento, capacitação e especialização para lidar com as diferentes necessidades, transtornos ou distúrbios de aprendizagem além das deficiências físicas que precisavam de adaptações de ferramentas, próteses e tecnologias assistivas adequadas a cada aluno. A Educação Inclusiva não poderia acontecer sem as Leis que garantissem estes direitos, as políticas públicas e a conscientização de todas as partes envolvidas no processo, iniciando-se pelas famílias, sociedade, escola e governo. Garantir o direito à educação inclusiva seria garantir aos alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação o convívio com as pessoas normais num mesmo espaço local, garantir a comunicação entre as pessoas, o respeito à individualidade de cada membro do grupo, a remoção das barreiras, desde arquitetônicas, psicológicas, administrativas e organizacionais, a eliminação de preconceitos e a renovação de posturas.

Contudo, depois de passados anos deste início, a situação dos alunos de inclusão, ao menos na escola onde atuo, não se modificou muito.
A escola ainda não está preparada nem física, nem no que diz respeito aos recursos humanos, para sanar as necessidades deste aluno.
Falta estrutura física, faltam pessoas capacitadas para dar conta da demanda. Cada aluno é único em suas necessidades e dificuldades, nós professores precisamos entender essa realidade e buscar apoio e informação a respeito destas necessidades, precisamos fazer nossa parte, para só então cobrar dos demais que façam a sua.








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Educação de Jovens e Adultos

 A aprendizagem é um processo dinâmico e só se dá quando o educando se apropria dela, quando ele se vê agente deste processo. Como bem coloca Hara: “Quando aceitamos que o homem seja sujeito na compreensão do mundo, aceitamos que também o seja na construção do seu conhecimento”(1988).

A alfabetização de adultos se dá mais facilmente, quando as palavras utilizadas nessa etapa são de seu dia-a-dia, de seu cotidiano, “ao escolher palavras de profundo significado para os sujeitos, estamos assegurando o envolvimento do educando com elas” (HARA, 1988).


Paulo Freire, em suas obras visando à libertação, dá um significado especial a essa relação professor/aluno: “Para ser um ato de conhecimento, o processo de alfabetização de jovens e adultos demanda, entre educadores e educando, uma relação de autêntico diálogo”.


O papel do professor é destacar a curiosidade, indagar a realidade, problematizar, ou seja, transformar os obstáculos em dados de reflexão para entender os processos educativos, que, como qualquer faceta do social, estão relacionados com seu tempo, sua história e seu espaço.


Portanto, a relação professor-aluno é fundamental para o processo de conscientização/libertação/conhecimento. Tudo que o professor faz em sala de aula influencia o desenvolvimento da apropriação dos conceitos. A maioria dos alunos de EJA vem de um longo e cansativo dia de trabalho e anos sem frequentar a escola; o professor precisa ter muita responsabilidade, dedicação e criatividade para que esses alunos sejam incentivados a permanecer na escola.


O professor é o mediador e incentivador de cada aluno, e o bom relacionamento, preocupação e carinho com os alunos ajudam no seu desenvolvimento intelectual, incentivando-os a continuar frequentando as aulas. Criatividade, solidariedade e confiança são essenciais na relação entre o professor e o aluno de EJA. A autoestima elevada influencia na capacidade de todos de aprender e ensinar.


Referências:

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 32ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.


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Planejamento

O planejamento educacional possibilita uma organização do conteúdo a ser
desenvolvido pelos professores em sala de aula, baseado na necessidade e no

conhecimento de mundo dos alunos.
Ao elaborar o planejamento de ensino, o professor deve considerar a participação dos

alunos nas ações que serão desenvolvidas

A necessidade de compreender como o planejamento de ensino se apresenta junto à
prática pedagógica dos professores que atuam nas duas escolas parceiras nos levou, num
primeiro momento, a analisar os contextos das escolas, a socialização com alunos e

professores.

Não há como realizar um planejamento eficiente se não conhecermos a realidade de nosso aluno, se não conhecermos a realidade social a qual a escola está inserida. Só fazendo uma ampla pesquisa do que temos "ao redor" de nosso aluno e da escola onde trabalhamos é que conseguiremos organizar um planejamento eficiente e atrativa a todos os alunos.




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Referências

RAYS, O. A. Planejamento de ensino: um ato político-pedagógico. Cadernos didáticos: Curso de Pós-Graduação em Educação/ Universidade Federal de Santa Maria/RS, 2000.

Relações étnico-raciais


As diferenças, mais do que dados da natureza, são construções sociais, culturais, políticas e identitárias. Aprendemos, desde criança, a olhar, identificar e reconhecer a diversidade cultural e humana. Contudo, como estamos imersos em relações de poder e de dominação política e cultural, nem sempre percebemos que aprendemos a classificar não somente como uma forma de organizar a vida social, mas também como uma maneira de ver as diferenças e as semelhanças de forma hierarquizada e dicotômica: perfeições e imperfeições, beleza e feiúra, inferiores e superiores. Esse olhar e essa forma de racionalidade precisam ser superados.


A escola tem papel importante a cumprir nesse debate. E é nesse contexto que se insere a alteração da LDB, ou seja, a Lei nº 10.639/03. Uma das formas de interferir pedagogicamente na construção de uma pedagogia da diversidade e garantir o direito à educação é saber mais sobre a história e a cultura africanas e afro-brasileiras. Esse entendimento poderá nos ajudar a superar opiniões preconceituosas sobre os negros, a África, a diáspora; a denunciar o racismo e a discriminação racial e a implementar ações afirmativas, rompendo com o mito da democracia racial.




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Literatura Infantil em sala de aula

A leitura é um dos meios pelo qual se obtém conhecimento das mais diversas áreas facilitando então, a argumentação e vocabulário para a produção de um texto oral ou também escrito.
A escola tem grande parcela de responsabilidade para com o incentivo à leitura, pois promove o hábito nas crianças, estas irão crescer sabendo que a leitura enriquece o conhecimento e da grande importância que ela exerce na vida do ser humano.
O projeto desenvolvido na turma foi referente ao incentivo a leitura.  Este projeto visava contribuir com os alunos, dando-lhes possibilidades de se familiarizar com a literatura e possibilitar uma integração com suas famílias. Visto que, além de promover a leitura em sala de aula, nos finais de semana, uma família será contemplada com a "Sacola Literária" da turma.
A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a nos familiarizar com o mundo a nossa volta. Há, entretanto uma condição para que a leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do leitor. A leitura não pode se tornar uma obrigação, porque quando ela se transforma em obrigação, se resume
em simples enfado. Para suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura, daremos aos nossos alunos o direito de escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em qualquer lugar.
Acredita-se também que o hábito da leitura é fundamental para a prática de produção de texto, pois o fracasso na produção textual, deve-se justamente ao fato de haver pouca leitura.
Sendo assim, o propósito deste trabalho é, acima de tudo incentivar no aluno a leitura e a escrita em todos os seus aspectos e criar condições para que tais atividades se desenvolvam de modo eficiente e produtivo. 
A escola onde trabalho está inserida em uma comunidade carente, onde o hábito de ler se torna secundário. 
Por isso, a importância da escola em promover momentos de leitura, para despertar no aluno este hábito e prazer em ler, para assim quem sabe, ele possa mais tarde levar este incentivo para sua família. 



Referências:

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil –gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997

BROCANELLI, Cláudio Roberto, GIROTTO, Cíntia G.G.Simões; ANDRADE, Lizbeth Oliveira de. A educação como experiência a partir de histórias lidas e contadas: momentos de (re)criação da infância. Rev.Educ. PUC-Camp, Campinas, jan/abr,2013.

Gestão Democrática

A Gestão Democrática está baseada na coordenação de atitudes e ações que propõem a participação social, ou seja, a comunidade escolar (professores, alunos, pais, direção, equipe pedagógica e demais funcionários) é considerada sujeito ativo em todo o processo da gestão, participando de todas as decisões da escola. Assim, é imprescindível que cada um destes sujeitos tenha clareza e conhecimento de seu papel quanto participante da comunidade escolar.
A gestão democrática tem se tornando um dos motivos mais frequentes, na área educacional de reflexões e iniciativas públicas a fim de dar sequencia a um principio constitucionalmente na lei de diretrizes e bases da educação nacional.
O princípio está inscrito na Constituição Federal e na LDB, sendo assim, ele deve ser desenvolvido em todos os sistemas de ensino e escolas públicas do país. Ocorre, contudo, que como não houve a normatização necessária dessa forma de gestão nos sistemas de ensino, ela vem sendo desenvolvida de diversas formas e a partir de diferentes denominações: gestão participativa, gestão compartilhada, cogestão, etc. E é certo que sob cada uma dessas denominações, comportamentos, atitudes e concepções diversas são colocados em prática.
Falar em Gestão Democrática é acreditar em uma educação com relevância social e, logo, em uma escola construída a partir da ação coletiva. Assim, se o propósito é formar cidadãos honestos e responsáveis, a gestão democrática é a política mais necessária para qualquer administrador escolar.
A partir dessa administração será possível desenvolver e vivenciar a democracia no cotidiano escolar e levá-la a consolidar a participação entre toda a comunidade colaborando, no processo de inclusão social do País.
Dessa forma, buscar a Gestão Democrática, requer conquistar a própria autonomia escolar, visto que, sua trajetória traz a descentralização, o crescimento profissional e a valorização da escola, da comunidade e, consequentemente, do Gestor e da equipe que está envolvida no processo, que precisa fundamentalmente, de parcerias sólidas e comprometidas com uma educação inovadora, no sentido de proporcionar maiores opções de elevar o conhecimento de seus alunos, com objetivos pautados em valores humanos que engrandeçam ideais e ações humanizadores.
Falar em Gestão Democrática é acreditar em uma educação com relevância social e, logo, em uma escola construída a partir da ação coletiva. Assim, se o propósito é formar cidadãos honestos e responsáveis, a gestão democrática é a política mais necessária para qualquer administrador escolar.
A partir dessa administração será possível desenvolver e vivenciar a democracia no cotidiano escolar e levá-la a consolidar a participação entre toda a comunidade colaborando, no processo de inclusão social do País.
Dessa forma, buscar a Gestão Democrática, requer conquistar a própria autonomia escolar, visto que, sua trajetória traz a descentralização, o crescimento profissional e a valorização da escola, da comunidade e, consequentemente, do Gestor e da equipe que está envolvida no processo, que precisa fundamentalmente, de parcerias sólidas e comprometidas com uma educação inovadora, no sentido de proporcionar maiores opções de elevar o conhecimento de seus alunos, com objetivos pautados em valores humanos que engrandeçam ideais e ações humanizadores.
Falar em gestão democrática é acreditar na relevância social da educação e numa escola construída a partir de uma ação coletiva.
Dessa forma, buscar a Gestão Democrática, requer conquistar a própria autonomia escolar, visto que, sua trajetória traz a descentralização, o crescimento profissional e a valorização da escola, da comunidade e, consequentemente, do Gestor e da equipe que está envolvida no processo, que precisa fundamentalmente, de parcerias sólidas e comprometidas com uma educação inovadora, no sentido de proporcionar maiores opções de elevar o conhecimento de seus alunos, com objetivos pautados em valores humanos que engrandeçam ideais e ações humanizadores.
O gestor e sua equipe devem ser inteiramente ligados ao processo educativo  e não tratar a educação como um meio secundário para obter lucro. Muitos professores e diretores tem outras atividades empregatícias  onde seu tempo fica pouco para tantas atividades que a educação exige.

Referências:

A democratização da educação básica no Brasil. Rio de Janeiro: Boletim n. 20. TV Escola, Programa Salto para o Futuro, 2005.
BORDIGNON, Genuíno; GRACINDO, Regina Vinhaes. Gestão da educação: município e escola. IN: FERREIRA, N. S. e AGUIAR, M. A. (Orgs.). Gestão da Educação: impasses, perspectivas e compromissos. São Paulo: Cortez, 2002.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Brasília, 1996.



Projetos de aprendizagem

Quando se fala, na educação presencial, em "ensino por projetos", pode-se estar falando do plano da escola, do projeto da escola, de projetos dos professores.  Nesse tipo de ensino, quais são os critérios que os professores seguem para escolher os temas, as questões que vão gerar projetos?  Que vantagens apresenta a escolha dessas questões?  Por que elas são necessárias?  Em que contextos?  Que indicadores temos para medir seus níveis de necessidade?  A quem elas satisfazem?  Ao currículo?  Aos objetivos do planejamento escolar?  A uma tradição de ensino?
 Na verdade, no ensino, tudo parte das decisões do professor, e a ele, ao seu controle, deverá retornar. Como se o professor pudesse dispor de um conhecimento único e verdadeiro para ser transmitido ao estudante e só a ele coubesse decidir o que, como, e com que qualidade deverá ser aprendido. Não se dá oportunidade ao aluno para qualquer escolha. Não lhe cabe tomar decisões. Espera-se sua total submissão a regras impostas pelo sistema.
Porém, começamos a tomar consciência de nossos equívocos.
Quando falamos em “aprendizagem por projetos” estamos necessariamente nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já pensava antes.
E é a partir de seu conhecimento prévio, que o aprendiz vai se movimentar, interagir com o desconhecido, ou com novas situações, para se apropriar do conhecimento específico - seja nas ciências, nas artes, na cultura tradicional ou na cultura em transformação.
Um projeto para aprender vai ser gerado pelos conflitos, pelas perturbações no sistema de significações, que constituem o conhecimento particular do aprendiz.  Como poderemos ter acesso a esses sistemas?  O próprio aluno não tem consciência dele!  Por isso, a escolha das variáveis que vão ser testadas na busca de solução de qualquer problema, precisa ser sustentada por um levantamento de questões feitas pelo próprio estudante.
Num projeto de aprendizagem, de quem são as dúvidas que vão gerar o projeto?  Quem está interessado em buscar respostas?
Deve ser o próprio estudante, enquanto está em atividade num determinado contexto, em seu ambiente de vida, ou numa situação enriquecida por desafios.
Quando um projeto é iniciado a partir dos anseios e dúvidas dos estudantes, as aprendizagens tornam-se muito mais significativas, a busca pelas respostas das perguntas que eles mesmos formularam torna--se um aprendizado que eles levarão para a vida toda.

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Mídias e educação

Nos últimos anos os avanços científicos e tecnológicos foram  os responsáveis pela rápida mudança em nossa sociedade. Com a rapidez de informação a maneira como nos relacionamos com os demais foi alterada e essas mudanças podem ser percebidas na escola.
A escola está inserida neste contexto, nesta sociedade e com tal reflete estas contradições e repetições. Se por um lado nossas escolas parecem estagnadas no tempo, por outro os alunos que freqüentam estas instituições estão conectados com um mundo diverso, mundo este que muitas vezes não se encontra refletido na escola.
 Devemos criar espaço para a discussão e para o uso destas tecnologias, e não fingir que elas não existem. As mídias(televisão, computador, rádio) e as tecnologias são recursos que facilitam nosso dia – a – dia, não apenas em casa , mas também com nossos alunos. Elas serve para despertar o interesse do educando pra as problemáticas propostas durante as aulas.
Muitas vezes é no Laboratório de Informática da escola que os alunos terão seus primeiros contatos com o chamado “mundo virtual”,
A escola onde trabalho está localizada em uma área bastante carente, é nos computadores da escola e na internet que os educandos tentam pesquisar para elaborar seus projetos e trabalhos. Infelizmente não temos mais uma pessoa responsável pelo laboratório, a conexão é de 
péssima qualidade, muitas vezes está fora do ar. Sempre que preciso utilizar um recurso de mídia, uso o projetor, para passar algum vídeo pré-definido, ou combino com os alunos  e eles trazem seus celulares para podermos realizar as pesquisas em aula.
Acredito que além da melhora na infraestrutura, precisamos também nos reciclar enquanto professores, elaborar um planejamento com objetivos coletivos para que possamos integrar a escola e nossas aulas no contexto que está se apresentando na sociedade atual. 
É impossível deter o avanço da tecnologia e a escola deve espelhar a sociedade a qual está inserida.














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A cegueira do conhecimento


Segundo Piaget, as aprendizagens se dão a partir de provocações trazidas pelo chamado “provocador”, que neste contexto podemos dizer que somos nós, professores. Nas aulas do professor de artes, que observamos no filme, vemos essa função sendo desenvolvida por parte dele, as provocações, desafios e mais do que isso, um olhar diferenciado para cada aluno, visto que não somos todos iguais e não aprendemos da mesma maneira. Já o desenvolvimento está ligado ao desenvolvimento de nosso corpo, biológico, como nos diz Piaget, “o desenvolvimento é o processo essencial e cada elemento da aprendizagem ocorre como uma função do desenvolvimento total, em lugar de ser um elemento que explica o desenvolvimento (1972)”. Desenvolvimento e aprendizagem andam juntos e se completam. São duas faces da mesma moeda.
Ao ler o texto de Morin, refleti sobre como é impressionante que a educação, que visa transmitir conhecimentos ,seja cega quanto ao que é o conhecimento humano no seus dispositivos, enfermidades, dificuldades, tendências ao erro e a ilusão, e não se preocupe em fazer conhecer o que é conhecer. O conhecimento não pode ser considerado uma ferramenta a ser utilizada sem que sua natureza seja examinada. Dessa maneira, o conhecimento do conhecimento deve aparecer como necessidade primeira, que serviria de preparação para enfrentar os riscos permanentes de erro e de ilusão, que não cessam de parasitar a mente humana. Trata-se de armar cada mente no combate vital rumo à lucidez.
A educação precisa ensinar, no processo ensino-aprendizagem, a condição humana com base na razão, sem esquecer a afetividade, na emoção.


Referências

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 5ª ed. 2012.







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terça-feira, 11 de junho de 2019

Desafios da inclusão

Publicação original: https://oliveiragessica.blogspot.com/2017/12/desafios-da-inclusao-para-escola.html


A escola está inserida neste contexto, nesta sociedade e como tal reflete estas contradições e repetições. Se por um lado nossas escolas parecem estagnadas no tempo, por outro os alunos que frequentam estas instituições estão conectados com um mundo diverso, mundo este que muitas vezes não se encontra refletido na sala de aula.
As tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) estão cada vez mais transformando a vida de nossa sociedade e essas transformações refletem não só na escola mas também em nossos educandos.
Quando tratamos deste assunto, devemos ter em mente que a tecnologia tem se mostrado uma aliada importantíssima enquanto recurso para propiciar maior autonomia aos alunos com necessidades educacionais especiais. Segundo Sanches (1991, p.121), “para a maioria das pessoas as tecnologias tornam a vida mais fácil, para uma pessoa com necessidades especiais, a tecnologia torna as coisas possíveis”.
              Nesses anos de curso com certeza meus horizontes se expandiram, e um campo que mais me chamou a atenção foi o da inclusão.
                E a tecnologia é uma grande aliada neste processo. Podem ser usados os mais diversos e acessíveis materiais para a confecção dos recursos, podemos usar materiais de nosso dia a dia e envolver todos os alunos na confecção deste recurso. Mas, sempre devemos ter em mente a realidade do aluno, pois para que o material produzido alcance o objetivo de motivar e integrar o aluno, seu cotidiano deve ser levado em consideração. Se observarmos estes cuidados estaremos realmente incluindo nossos educandos, não só na escola, ou na sala de aula, mas na sociedade.

Referências: SANCHES, Norberto. A informática e a comunicação: O visualizador da fala um instrumento a serviço da educação de treino da fala. In. IV encontro Nacional de Educação Especial: Comunicações , 1991. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Relembrando o primeiro Workshop


Revisitando as postagens anteriores, me deparei com a postagem que fiz sobre o primeiro workshop,lembro bem do nervosismo e inseguranças do primeiro semestre do curso. As expectativas de novas descobertas e aprendizados.
Acredito que a palavra que define esses anos de curso tenha sido reflexão.
A todo momento fomos incentivadas a refletir sobre nossa prática pedagógica, nossas atitudes em relação a nosso cotidiano enquanto pessoas e educadoras.
E o mais gratificante de tudo foi que esse processo não se deu de forma isolada pois, as trocas de experiências, os relatos,agustias e anseios foram compartilhados em nossos encontros presenciai. Com certeza não somos as mesmas educadoras,pessoas que iniciaram o curso, espero continuar em constante aprendizado e transformação..............










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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Experiências e aprendizagens com o blog

Com certeza as postagens do blog foram o maior desafio durante o curso.
Até a gora, na reta final do PEAD, ainda enfrento dificuldades em manter as postagens. 
Acredito que seu principal objetivo seja reconstruir e refletir sobre as aprendizagens nas interdisciplinas. 
Durante meu estágio criei um blog com minha turma, para que eles pudessem colocar suas reflexões sobre nosso projeto de leitura.
O resultado foi bastante significativo. Acredito que nosso blog foi uma importante ferramenta para o andamento do projeto e para que eu pudesse chegar em meu objetivo principal, que era tornar a leitura parte do cotidiano da turma.
O portfólio de aprendizagem é parte integrante dos processos de ensino e de
aprendizagem, uma relação teoria-prática e ação-reflexão.
Segundo Perrenoud (2005, p. 65), “A prática reflexiva é a relação com o mundo: ativa,
crítica e autônoma. Por isso depende mais da postura do que de uma competência
metodológica”. O portfólio de aprendizagem é um instrumento que propicia a reflexão da
prática.
Com certeza a experiência com o portfólio de aprendizagem (blog) foi uma das mais significativas durante o curso.


Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/2015/08/minha-experiencia-com-o-blogg-respeito.html

Referências:

PERRENOUT, Philippe. A Prática Reflexiva no Ofício de Professor: profissionalização e
razão pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2002.

Revistando a postagem: "Aprendizagens significativas do semestre"

Continuo acreditando que, nossa maior troca de experiências de dá nos encontros presenciais. Mas, no decorrer do curso, acredito que aprendemos muitas coisas.
Por ser um curso a distância, precisamos nos organizar com horários, ritmos, tecnologias e aprender que, mesmo sem o contato diário, a comunicação não para.
No início era muito complicado os trabalhos em grupo, pois cada colega trabalha em um lugar, moram em cidades diferentes e nos adaptarmos a fazer trabalhos em grupo em ead, também foi um desafio.
O homem apresenta diversas formas de interação social e com o meio. No permanente
processo de (re)construção do conhecimento e aprendizagem no qual o homem se encontra,
fatores biológicos, sociais, culturais e históricos intervêm na criação do sujeito, mas, sozinhos,
tais fatores não completam sua constituição. Vigotski (2001, p. 63) afirma que "o
comportamento do homem é formado por peculiaridades e condições biológicas e sociais do
seu crescimento". Isto denota que diversos fatores influenciam na construção do sujeito.
Com referência à educação, independente da modalidade, as relações sociais possuem
a interatividade presente, palavra que “[...] está nas vizinhanças semânticas das palavras ação,
agenciamento, correlação e cooperação, das quais empresta seus significados” (SANTAELLA,
2004, p. 153), e pode, portanto, ocorrer por várias formas, meios e recursos.
Nesta publicação que estou revisitando, falo do retrato da escola. Com certeza esta foi uma das atividades mais marcantes do curso, a partir deste momento passei a ver a educação e a escola onde trabalho de uma outra forma.
Passei a escutar mais os alunos, perceber as dificuldades de nosso dia a dia, enquanto educadores e também perceber a importância de nosso trabalho como professores.


Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/b/post-preview?token=APq4FmA16hoHmzTtGNJ0xMRt4Qnh-un7DrnJNdHg4TwR-I1wTVTFmEORtFNdh5u6nSDZBvTAr6kaZv-17g0o7lA5rEDi1255NMbD46yWOA6ziNGyjLglZqnIjaU3l3GQibdjR7wIRUie&postId=5137748806202582162&type=POST

Referências:

SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Palus,
2004.

VYGOTSKY, L. S. Psicologia pedagógica. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Educação Libertadora

Iniciei a postagem anterior com a seguinte frase:"A educação libertadora é aquela que concede diariamente, através do diálogo a possibilidade das pessoas cogitarem e agirem de forma a transformar suas vivências de forma autônoma. "

Continuo acreditando nesta frase e com o passar do tempo e as leituras realizadas durante o curso, além de refletir, procurei colocá-la em prática.
Acredito que a educação tem um papel importante na transformação da sociedade.
Para isso, é fundamental entender que o aluno - cidadão - é o agente principal do processo pedagógico, sem com isto desconsiderar o educador, que também deve aprender a ser sempre aluno, pois ambos ensinam e aprendem nos espaços de construção do conhecimento.

O foco central da educação libertadora de Freire é o combate acirrado à dominação e opressão dos “desprivilegiados”.


Acredito que meu papel de educadora é problematizar, incentivar a dúvida e a busca por respostas, por parte de meus alunos.


Referências:

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Editora Paz e Terra. Rio de Janeiro, 1986.




Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/2015/06/a-educacao-libertadora-e-aquela-que.html

Crianças produto do consumo

Ninguém nasce consumista. Infelizmente, e com uma velocidade incrível, nossas crianças são bombardeadas diariamente com propagandas que fazem com que elas sintam necessidade de comprar compulsivamente. 
Nesse sentido, o consumismo infantil é uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.
De pais e educadores a agentes do mercado global, todos voltam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes de tudo, a criança é um consumidor em formação, consumidor de hoje e do amanhã, e uma poderosa influência nos processos de escolha de produtos ou serviços.

Assim, mesmo a mídia proporcionando às crianças, jovens e adultos informações,
trazendo conhecimentos de culturas diversas, de saberes, de etnias que fazem parte do nosso mundo
se faz necessário percebê-la com um olhar cuidadoso para que essa não devore a infância
contemporânea. 


Pode-se observar que mudanças precisam ser feitas nas propostas curriculares das
escolas, para que as crianças e os jovens não se tornem marionetes da mídia e que se possam
estudar na escola as imagens ofertadas, desvendá-las se faz urgente e necessário para que não sejam

uma fonte de manipulação que dita o modo de ser da criança.





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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Reflexão crítica da realidade

É através do diálogo que podemos interpretar o mundo conforme o vemos, podemos questionar a sociedade e repensar nossa forma de ser contribuindo para a transformação do meio onde estamos inseridos.
Quando proporcionamos a nossos alunos novas visões de mundo através da literatura a resposta e quase imediata. Ver a felicidade em seus olhos diante do novo é gratificante
Em Pedagogia do oprimido, Freire (1993) diz que: “para uma educação educadora o diálogo tem papel fundamental e é através dele que demostramos nossa visão de mundo e nos inserimos socialmente”.
A reflexão crítica através do diálogo levará os educandos a reconhecerem as ideologias, a perceberem o caráter histórico e mutável das relações sociais e, portanto, assumirem-se como sujeitos na construção de si mesmos e da realidade.
“Ler o mundo” significa ler os signos, as coisas que fazem parte da sua vida  ou seja dar um sentido a tudo que esta a sua volta.  Nós enquanto educadores não podemos nos omitir de fazermos a nossa leitura do mundo, e assim demonstrando que existem diversas maneiras possíveis de se ler o mundo. 
Durante o período de meus estágio, percebi o quanto é importante mostrar aos alunos as diferentes possibilidades, mostrar-lhes o mundo......
Esta reflexão só foi possível após as leituras das interdisciplinas, principalmente, neste caso, a de Educação de Jovens e Adultos. Quando estamos dando aulas a um adulto, percebemos o quão importante e trazer seu cotidiano, sua "visão de munda", para a sala de aula. Muitos desistem da escola por não se verem nela, por não se sentirem parte deste processo. Acredito, e lendo Freire corroboro minha convicção, de que o diálogo e o ouvir, são ferramentas importantes em nossa prática pedagógica. 

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Referência: 
FREIRE, Paulo, Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra. 1993.

Escola Democrática - Novas reflexões

A escola como a percebemos é uma construção social, e como tal deve ser analisada a partir do contexto que está inserida. Portanto, acredito que, conhecer os “arredores” desta escola nos auxilia a entender seu interior.
Enquanto instituição, a escola continua pressa ao formato de sua inauguração, classes enfileiradas, conteúdos engessados, sequências cronológicas que por vezes não possuem ligações com o cotidiano dos frequentadores desta escola, ou seja, os educandos. Na grande maioria das vezes, a instituição escolar, que usa como modelo as escolas do século XVII, quer “ensinar” um aluno do século XXI. O choque de perspectivas é gigantesco.
Então, como vamos conseguir fazer com que escola, aluno e professores tenham os mesmos interesses, objetivos e anseios? Já vou logo dizendo que, não tenho as respostas, mas, a partir de meus estudos e analises desde que iniciei na Pedagogia, acredito conseguir enumerar algumas ideias, que talvez se postas em prática, possam auxiliar nesse novo modelo de escola que tanto se fala e tanto se busca.
Creio que o primeiro ponto a se considerar é o conceito de escola democrática. Trabalho em um município onde pude acompanhar a implementação da Gestão Democrática, contudo, apenas escolher quem será a equipe diretiva de uma escola, não é suficiente para de fato chamarmos uma escola de democrática.
Como bem coloca Tosto (2001) “uma escola democrática é uma escola que se baseia em princípios democráticos, em especial na democracia participativa, dando direitos de participação iguais para estudantes, professores e funcionários”. E esse talvez seja o mais difícil de alcançar. Não só porque não se tem oportunidade de expor suas ideias, mas também porque, muitas vezes, estamos tão habituados a “não participar” que o simples fato de levantar em uma reunião pedagógica e dizer ao colega “não concordo com você”, se torna um exercício por vezes deixado de lado.
Para efetivamente podermos chamar uma escola de democrática, devemos incentivar nossos educandos, desde sempre, a serem participativos, críticos, nós educadores devemos nos mostrar democráticos. Colocar nosso aluno como centro das ações da escola, e não somente de sua turma. A comunidade escolar deve entender que a escola é de todos, todos tem sua participação.
Acompanhei a implementação da Gestão Democrática no município onde trabalho. Ainda hoje, passadas duas eleições, a participação da comunidade escolar ainda não é significativa, mas acredito estarmos no caminho certo.








TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN 2175-3318. V.4.2001. Disponível em: http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html




Como percebo a escola hoje!!

              Com a aproximação da conclusão do curso várias situações me vem à mente. Penso nas aprendizagens que adquiri ao longo do curso e principalmente no porque de ter voltado a faculdade depois de já ter concluído uma graduação.
Quando penso no porque, às vezes acredito que verdadeiramente entendi essa necessidade de voltar à faculdade somente quando ingressei no curso e me deparei com situações novas. O passo inicial foi em busca de uma formação específica, mas hoje vejo que consegui muito mais do que vim buscar e que hoje tenho muitas outras dúvidas que antes não tinha o que no meu entendimento é ótimo, pois, são as dúvidas que nos movem a sempre buscar o melhor.
Acredito numa mudança no ensino e talvez por isso também tenha voltado à universidade, pois, acredito que esta mudança deve começar de algum lugar e se, governos e instituições não a iniciam, resolvi começar por mim mesma.
A escola de hoje continua organizada, tanto estruturalmente como pedagogicamente, nos mesmo moldes de sua instituição no século XVII. Neste ponto inicia nosso desafio enquanto educadores, como fazer uma escola do século XVII ser atrativa para o aluno do século XXI?
Muitas escolas estão tentando aliar a tecnologia a seu cotidiano escolar. Acredito que a tecnologia aliada a educação será uma forma de despertar o interesse do aluno, de motivá-lo a aprender. Cada vez mais a tecnologia faz parte de nosso cotidiano, não há como ignorar, então, a escola enquanto construção social que reflete os anseios da sociedade a qual está inserida deve trazer para dentro de seus muros esta tecnologia já tão comum entre seus alunos.
Sendo assim, como fazer para que escola, professores, pais, alunos e comunidade escolar tenham os mesmos objetivos e anseios?
Penso que a primeira etapa a ser reformulada é o planejamento. “Planejar é a constante busca de aliar “pra quê” com o “como”, através do qual a observação criteriosa e investigativa torna-se, também, elemento indissociável do processo”. (XAVIER, 2011), o planejamento deve ser voltado a uma reflexão sobre o que está sendo proposto ao aluno e como estamos fazendo isso. Acredito que um planejamento integrado seja o ideal, para que nosso educando tenha a noção do todo e não apenas de partes, o conhecimento não deve ser compartimentado. 
A aprendizagem é um processo dinâmico e só se dá quando o educando se apropria dela, quando ele se vê agente deste processo. Como bem coloca Hara: “Quando aceitamos que o homem seja sujeito na compreensão do mundo, aceitamos que também o seja na construção do seu conhecimento”(1988).
Com a conclusão do curso percebi que nada está terminado. Estamos em processo de constante aprendizado e essa necessidade de sempre buscar novos conhecimentos deve nos acompanhar em todos os dias de nossas vidas. 


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Referências:

HARA, Regina. Alfabetização de Adultos: Ainda um Desafio. Cedi - Centro Ecumênico de Documentação e Informação, São Paulo, p.26-34, 1988. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.abong.org.br/bitstream/handle/11465/1685/19.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 01 out. 2017

XAVIER, Maria Luisa M.; ZEN, Maria Isabel T. dalla. Planejamento em Destaque: Análises menos convencionais. 4. ed. Porto Alegre: Mediação, 2011.




sábado, 17 de novembro de 2018

Revisitando minhas concepções sobre alfabetização

Os processos de ensino e de aquisição da capacidade de leitura e de escrita são bastante complexos, pois deve orientar cada criança a partir de seu ritmo e com a utilização de teorias e métodos que se complementam progressivamente. Não há um método mais eficiente, e sim, ações docentes que lançam mão de conjunto de procedimentos teóricos e práticos.
O tempo necessário para se alfabetizar ou estar alfabetizado é um processo cognitivo e linguístico continuo sem momentos definíveis de inicio e término.
Quando iniciei no Pead, organizava as aulas para meus alunos de alfabetização, quase que intuitivamente pois, não possuía a teoria necessária para embasar minhas aulas. 
No decorrer do curso percebi que muito do que fazia era embasado teoricamente e tomei ciência de muitos outros processos que desconhecia. Como por exemplo a consciência fonológica. 
Possibilita a tomada de consciência pelos educandos da construção de suas habilidades de leitura e escrita. Seu desenvolvimento e utilização para realizar operações cognitivas permite a construção de hipóteses sobre a aquisição da linguagem. Para Alves (2012, p.31): “A consciência fonológica envolve um entendimento deliberado acerca dos diversos modos como a língua oral pode ser dividida em componentes menores e, então, manipulada”. Manipulada no sentido de produções cognitivas construtivas e conscientes relaizadas pelas pessoas em processo de aquisição da leitura e escrita. Permite o reconhecimento das palavras que terminam ou iniciam com o mesmo som. E também a possibilidade de construções com a manipulação das sílabas para a formação de novas palavras. Diversos processos cognitivos são estruturados com a inversão de sílabas, exclusão e segmentação testadas em atividades, que permitem a construção de hipóteses.
A produção escrita das crianças constitui uma finalidade fundamental, pois lhes possibilita a comunicação de seus pensamentos e ideias com os demais. É um dos objetivos básicos do ensino fundamental. É desenvolvida de maneira progressiva e acompanha o êxito escolar. Na composição dos textos estão intrínsecas as capacidades e dimensões psicológicas e sociais dos estudantes. Hoje percebo na produção textual de meus alunos muito de seus medos e sonhos,mesmo quando proponho um tema, a identidade de cada um é expressa no texto.
Assim podemos perceber que tanto o processo de alfabetização, com o desenvolvimento da consciência fonológica e da produção textual são construções progressivas e que contam a participação ativas das crianças. A evolução da cognição e a aprendizagem do sistema alfabético ocorrem concomitantemente não havendo a necessidade de separar estas duas dimensões da formação humana. 

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Referências

ALVES, Ubiratã Kickhofel. O que é consciência fonológica. In: LAMPRECHT, Regina Ritter; BLANCODUTRA, Ana Paula et al. (Orgs.). Consciência dos sons da língua: subsídios teóricos e práticos para alfabetizadores, fonoaudiólogos e professores de língua inglesa. Porto Alegre: EDIPUCRS.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A importância da literatura no processo de alfabetização


A literatura é uma ferramenta importante para ser utilizada em sala de aula, para  podermos conectar nosso aluno com o mundo ao seu redor, com seu cotidiano, com o que está posto, mas muitas vezes não é visto. Historicamente a literatura foi utilizada para moldar os cidadãos e encaixá-los no modelo de sociedade existente e hoje, com as reformas culturais e sociais em curso, tem-se utilizado as histórias infantis não só para incentivar o gosto pela leitura mas também para formar cidadãos críticos e conectados com o outro, o diferente.
Ao reler os textos da interdisciplina para organizar as atividades do estágio, percebi elementos importantes para serem incluídos no processo de ensino aprendizagem.
Trabalhar temas por vezes difíceis como preconceito, diferenças, quando utilizamos a literatura estas questões fluem mais facilmente.
Olhar o mundo através da literatura, desperta em nossos educandos o gosto pela leitura.
Pensando sobre este tema, noto que o trabalho envolvendo a literatura tornou-se uma prática corriqueira em minhas aulas, hoje consigo abordar este tema com muito mais propriedade.

Desafios da inclusão na escola contemporânea

Quando iniciou-se o processo de implantação da Educação Inclusiva nas escolas regulares, evidenciou-se as profundas transformações que se f...