Hoje apresentamos o resultado de nossas experiências e entrevistas. Muitos relatos e reflexões ! ! Contextos diferentes, muitas ideias e a certeza de que sim a educação tem jeito.....
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quarta-feira, 20 de junho de 2018
domingo, 17 de junho de 2018
Entrevistas professores da EJA
Esta semana realizamos o trabalho de campo da interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos no Brasil.
Fomos entrevistar professores que dão aulas nessa modalidade de ensino.
Ao conversar com estes professores notei seu empenho, em antes de mais nada, manter o aluno na escola. Pois, a taxa de desistência ainda é bastante elevada.
Depois, o que mais me chamou a atenção foram as tentativas de motivar o aluno e de trazer assuntos que refletem o seu dia a dia.
Em uma das aulas que assisti a professora propôs um relato do dia, de quem quisesse falar.
Vi que muitos não falaram e ao perguntar, eles responderam que não haviam feito nada de interessante.
Ao que a professora lhes disse, como não? Só o fato de vocês trabalharem o dia todo e ainda virem para a aula a noite já é algo não só interessante mas de uma força de vontade muito grande.
Depois quando fomos conversar, notei na fala da professora claramente a tentativa de motivá-los, de aumentar sua auto-estima, pois segundo ela a falta de motivação e a descrença em si, faz com que o aluno abandone a escola.
Gostei bastante desta atividade pois ela me possibilitou ver de perto a realidade de uma modalidade de ensino que não conhecia.
Fomos entrevistar professores que dão aulas nessa modalidade de ensino.
Ao conversar com estes professores notei seu empenho, em antes de mais nada, manter o aluno na escola. Pois, a taxa de desistência ainda é bastante elevada.
Depois, o que mais me chamou a atenção foram as tentativas de motivar o aluno e de trazer assuntos que refletem o seu dia a dia.
Em uma das aulas que assisti a professora propôs um relato do dia, de quem quisesse falar.
Vi que muitos não falaram e ao perguntar, eles responderam que não haviam feito nada de interessante.
Ao que a professora lhes disse, como não? Só o fato de vocês trabalharem o dia todo e ainda virem para a aula a noite já é algo não só interessante mas de uma força de vontade muito grande.
Depois quando fomos conversar, notei na fala da professora claramente a tentativa de motivá-los, de aumentar sua auto-estima, pois segundo ela a falta de motivação e a descrença em si, faz com que o aluno abandone a escola.
Gostei bastante desta atividade pois ela me possibilitou ver de perto a realidade de uma modalidade de ensino que não conhecia.
domingo, 10 de junho de 2018
Educação ao longo da vida
O
projeto de lei da câmara (PLC) 75/2017,
sobre o acréscimo do conceito de “educação e aprendizagem ao longo da vida”,
deve promover alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB) de 1996. A modificação proposta carrega, segundo alguns especialistas, a
dúvida quanto à profundidade e as intenções do termo. O projeto, do deputado
federal Eduardo Barbosa do PSDB MG, inclui a expressão ou conceito como um norteador
para o ensino brasileiro e como um direito na Educação de Jovens e Adultos. Na sequência, o projeto estabelece que a EJA constitui
um instrumento para a educação ao longo da vida para quem não teve acesso aos
estudos no tempo certo. É exatamente a expressão instrumento que preocupa
o educador Moacir Gadotti (2016, p.01): “A
Educação ao Longo da Vida é a expressão recente de uma preocupação antiga. O
que é novo é tudo o que vem por trás desse princípio antropológico e como ele é
instrumentalizado. Daí a enorme importância de tomarmos posição frente a esse
tema”. É inegável que aprendemos o tempo todo, em diversas situações cotidianas,
e na integralidade desde o nosso nascimento. Aprendemos em nossas relações com
o mundo, no diálogo com os outros e a partir de nossas reflexões sobre ações e
pensamentos. A educação ocorre tanto em ambientes formais, como a escola, como
em ambientes informais. Segundo o autor devemos estar atentos ao discurso de
ordem que permeia a ideia de educação permanente. Uma premissa de
operacionalização instrumentalizada que formaliza para obter os resultados
esperados. Reduzindo as possibilidades da articulação, nos espaços educativos
formais e informais, entre os saberes adquiridos ao longo da vida de maneira
integral e as possibilidades presentes nos processos educativos diários. Assim
para o educador Moacir Gadotti:
Uma
das potencialidades do princípio da “aprendizagem ao longo da vida” é que ele
quebra uma visão estanque da educação, dividida por modalidades, ciclos, níveis
etc. Ele articula a educação como um todo, independentemente da idade,
independentemente de ser formal ou não-formal. Se a educação e a aprendizagem
se estendem por toda a vida, desde o nascimento até a morte, significa que a
educação e a aprendizagem não se dão somente na escola e nem no ensino formal.
Elas se confundem com a própria vida, que vai muito além dos espaços formais de
aprendizagem. Assim, podemos dizer que tanto a educação quanto a aprendizagem
não podem ser controlados pelos sistemas formais de ensino. Este princípio nos
obriga a termos uma visão mais holística da educação.( GADOTTI, 2006, p.03)
Referencias:
BRASIL.
Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014.
Aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. 2. ed.
Brasília: Câmara dos Deputados, Edição Câmara, 2015. Disponível em <
http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/20204/plano_nacional_educacao_
2014-2024_2ed.pdf?sequence=8>.
GADOTTI, Moacir. Educação Popular e Educação ao Longo da Vida. Disponível em: < http://almanaquefme.org/?p=4706
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Alfabetização e Empowerment Político
Realizamos, para a disciplina de EJA, mais uma síntese em grupo. Os trabalhos em grupo são bastante difíceis, pois devemos nos adequar a diversas situações, horários que não coincidem, opiniões diversas, falta de tempo de algumas colegas.
Contudo, ao final sempre é gratificante perceber o resultado de todo esse trabalho e essas discussões que nos levam a refletir, não só sobre nossa prática pedagógica, mas também com nossa participação na sociedade e nossa relação com o outro.
Nosso texto ficou assim.
“Ler o mundo” significa ler os signos, as coisas que fazem parte da sua vida ou seja dar um sentido a tudo que esta a sua volta. Nós enquanto educadores não podemos nos omitir de fazermos a nossa leitura do mundo, e assim demonstrando que existem diversas maneiras possíveis de se ler o mundo. .Antes de ler a palavra a criança lê o mundo através de gestos, Olhares, expressões faciais, do cheiro, do tato , do olfato.
Contudo, ao final sempre é gratificante perceber o resultado de todo esse trabalho e essas discussões que nos levam a refletir, não só sobre nossa prática pedagógica, mas também com nossa participação na sociedade e nossa relação com o outro.
Nosso texto ficou assim.
Géssica de
Oliveira; Liris Bravo, Izabel Miranda; Maria Cristina Dias; Patrícia Cordeiro
Em
Pedagogia do oprimido, Freire (1993) diz que: “para uma educação educadora o
diálogo tem papel fundamental e é através dele que demostramos nossa visão de mundo
e nos inserimos socialmente”.
É
através do diálogo que podemos interpretar o mundo conforme o vemos, podemos
questionar a sociedade e repensar nossa forma de ser contribuindo para a
transformação do meio onde estamos inseridos.
Conforme Zirkoski, “O desafio freireano é
construirmos nossos saberes a partir da situação dialógica que provoca a
interação e a partilha de mundos diferentes, mas que comungam do sonho e da
esperança de juntos construirmos nosso ser mais”. (2007,p.131)
A
reflexão crítica através do diálogo levará os educandos a reconhecerem as
ideologias, a perceberem o caráter histórico e mutável das relações sociais e,
portanto, assumirem-se como sujeitos na construção de si mesmos e da realidade.
Assim
podemos afirmar que sem a alfabetização permeada pelo diálogo não pode haver o
empowerment político.
A
visão de mundo do educando também deve ser levada em consideração, segundo
Freire, “A leitura do mundo precede a leitura da palavra”.
Sendo um educador Paulo Freire ficou conhecido internacionalmente pelo
seu processo de alfabetização. Ele foi o primeiro teórico a usar o termo
“leitura do mundo”. Porém, esse termo causa certa estranheza em quem o ouve.
Afinal, o que seria a leitura do mundo? Paulo Freire diz que a leitura do mundo
precede a leitura da palavra. Ou seja, antes para uma criança ser alfabetizada
ela precisa decodificar. Segundo esse preceito, ela já saberia ler
implicitamente, mas não as palavras grafadas num livro, por exemplo, mas, a grosso
modo, essa criança sabe ler a vida.
“Ler o mundo” significa ler os signos, as coisas que fazem parte da sua vida ou seja dar um sentido a tudo que esta a sua volta. Nós enquanto educadores não podemos nos omitir de fazermos a nossa leitura do mundo, e assim demonstrando que existem diversas maneiras possíveis de se ler o mundo. .Antes de ler a palavra a criança lê o mundo através de gestos, Olhares, expressões faciais, do cheiro, do tato , do olfato.
Como qualquer leitura é uma produção
de sentidos ,as crianças procuram criar sentido para o mundo que o
rodeia .Através desta” leitura do mundo” as crianças começam a perceber as
relações espaciais existentes, as relações de afeto, observam que cada coisa
ocupa um lugar e tem um nome , manifestam preferências e rejeições, e no
contato com outros a criança constrói a sua leitura de mundo.
Devemos estar atentos para a alfabetização que estabelece relações entre
poder e conhecimento. E dar “voz”, não só aos anseios dos alunos mas, também,
do meio social a qual a escola esta inserida, para que todos possam pensar em
como a sociedade e a vida social deve ser estruturado por todos.
Precisamos proporcionar aos alunos um ambiente onde eles possam se
deparar com diferentes tipos de discursos e opiniões comprovados por meio de
materiais (textos, artigos, etc) a fim de que esses educandos possam pesquisar
e validar ou não suas opiniões.
Do mesmo modo, nós enquanto educadores devemos encontrar a nossa “voz”,
nos apoiarmos em nossas certezas e buscar esclarecer nossas dúvidas pois, um
professor crítico nunca deve deixar de ser um educando.
Referências:
AMARAL, C. W. do. Alfabetização numa perspectiva
crítica: análise das práticas pedagógicas. Dissertação .( ZITKOSKI, Jaime J.
Paulo Freire & Educação. Belo Horizonte: Autentica ,2007
FREIRE, Paulo, Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz
e Terra. 1993.
GIROUX, Henry A. Alfabetização e a pedagogia do
empowerment político In. FREIRE, Paulo; MACEDO, Donaldo. Alfabetização: Leitura do mundo, leitura da
palavra. Tradução de: OLIVEIRA, Lólio Lourenço de. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 2013.
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