Nos últimos anos os avanços científicos e
tecnológicos foram os responsáveis pela rápida mudança em nossa
sociedade. Com a rapidez de informação a maneira como nos relacionamos com os
demais foi alterada e essas mudanças podem ser percebidas na escola.
A escola está inserida neste contexto, nesta sociedade e com tal reflete estas
contradições e repetições. Se por um lado nossas escolas parecem estagnadas no
tempo, por outro os alunos que freqüentam estas instituições estão conectados
com um mundo diverso, mundo este que muitas vezes não se encontra refletido na
escola.
Devemos criar espaço para a discussão e para o uso destas tecnologias, e
não fingir que elas não existem. As mídias(televisão, computador, rádio) e as
tecnologias são recursos que facilitam nosso dia – a – dia, não apenas em casa
, mas também com nossos alunos. Elas serve para despertar o interesse do
educando pra as problemáticas propostas durante as aulas.
Muitas vezes é no Laboratório de Informática da escola que os alunos terão seus
primeiros contatos com o chamado “mundo virtual”,
A escola onde trabalho está localizada em uma área bastante carente, é nos
computadores da escola e na internet que os educandos tentam pesquisar para
elaborar seus projetos e trabalhos. Infelizmente não temos mais uma pessoa
responsável pelo laboratório, a conexão é de péssima
qualidade, muitas vezes está fora do ar. Sempre que preciso utilizar um recurso
de mídia, uso o projetor, para passar algum vídeo pré-definido, ou combino com
os alunos e eles trazem seus celulares para podermos realizar as
pesquisas em aula.
Acredito que além da melhora na infraestrutura, precisamos também nos reciclar
enquanto professores, elaborar um planejamento com objetivos coletivos para que
possamos integrar a escola e nossas aulas no contexto que está se apresentando
na sociedade atual.
É impossível deter o avanço da tecnologia e a escola deve espelhar a sociedade a qual está inserida.
Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/b/post-preview?token=APq4FmAMmn_uy1O6SnAZEk2DnNlkoNf6fzMR_QbM7ZWwJp4F-I5JOvxHSWSd_WUvDfpfO28mnq6eR3iLtpw79bz1K0zhXzhKSVlFvT5XLBqWo7LrmkY4D5lAvz1ORMALQ5Qk6lROARsF&postId=3753430632264976354&type=POST
domingo, 30 de junho de 2019
A cegueira do conhecimento
Segundo Piaget, as aprendizagens se dão a partir de
provocações trazidas pelo chamado “provocador”, que neste contexto podemos
dizer que somos nós, professores. Nas aulas do professor de artes, que
observamos no filme, vemos essa função sendo desenvolvida por parte dele, as
provocações, desafios e mais do que isso, um olhar diferenciado para cada aluno,
visto que não somos todos iguais e não aprendemos da mesma maneira. Já o desenvolvimento está ligado ao
desenvolvimento de nosso corpo, biológico, como nos diz Piaget, “o
desenvolvimento é o processo essencial e cada elemento da aprendizagem ocorre
como uma função do desenvolvimento total, em lugar de ser um elemento que
explica o desenvolvimento (1972)”. Desenvolvimento e aprendizagem andam juntos
e se completam. São duas faces da mesma moeda.
Ao ler o texto de Morin, refleti sobre como é
impressionante que a educação, que visa transmitir conhecimentos ,seja cega
quanto ao que é o conhecimento humano no seus dispositivos, enfermidades,
dificuldades, tendências ao erro e a ilusão, e não se preocupe em fazer conhecer o que é conhecer.
O conhecimento não pode ser considerado uma ferramenta a ser utilizada sem
que sua natureza seja examinada. Dessa maneira, o conhecimento do conhecimento
deve aparecer como necessidade primeira, que serviria de preparação para
enfrentar os riscos permanentes de erro e de ilusão, que não cessam de
parasitar a mente humana. Trata-se de armar cada mente no combate vital rumo à
lucidez.A educação precisa ensinar, no processo ensino-aprendizagem, a condição humana com base na razão, sem esquecer a afetividade, na emoção.
Referências
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à
educação do futuro. São Paulo: Cortez, 5ª ed. 2012.
Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/b/post-preview?token=APq4FmBDFUQBRdAiNBNLt2qkd9yc5bTYyr7w1KeYda0ZR46xTna-UTbnUOmUE-j8XYyZfFtAnWGYWmxD6IsLBBcqmNNrEjlhT-4MmNtrfyaLDV9MUMRx8gj68Doxpqi8uK7ZN1Vb4c6T&postId=5382790112799018039&type=POST
terça-feira, 11 de junho de 2019
Desafios da inclusão
Publicação original: https://oliveiragessica.blogspot.com/2017/12/desafios-da-inclusao-para-escola.html
A escola está inserida
neste contexto, nesta sociedade e como tal reflete estas contradições e
repetições. Se por um lado nossas escolas parecem estagnadas no tempo, por
outro os alunos que frequentam estas instituições estão conectados com um mundo
diverso, mundo este que muitas vezes não se encontra refletido na sala de aula.
As tecnologias de informação
e comunicação (TIC’s) estão cada vez mais transformando a vida de nossa
sociedade e essas transformações refletem não só na escola mas também em nossos
educandos.
Quando tratamos deste
assunto, devemos ter em mente que a tecnologia tem se mostrado uma aliada
importantíssima enquanto recurso para propiciar maior autonomia aos alunos com
necessidades educacionais especiais. Segundo Sanches (1991, p.121), “para a
maioria das pessoas as tecnologias tornam a vida mais fácil, para uma pessoa
com necessidades especiais, a tecnologia torna as coisas possíveis”.
Nesses anos de curso com certeza meus horizontes se expandiram, e um campo que mais me chamou a atenção foi o da inclusão.
E a tecnologia é uma grande aliada neste processo. Podem ser
usados os mais diversos e acessíveis materiais para a confecção dos recursos,
podemos usar materiais de nosso dia a dia e envolver todos os alunos na
confecção deste recurso. Mas, sempre devemos ter em mente a realidade do aluno,
pois para que o material produzido alcance o objetivo de motivar e integrar o
aluno, seu cotidiano deve ser levado em consideração. Se observarmos estes
cuidados estaremos realmente incluindo nossos educandos, não só na escola, ou
na sala de aula, mas na sociedade.
Referências: SANCHES,
Norberto. A informática e a comunicação:
O visualizador da fala um instrumento a serviço da educação de treino da fala.
In. IV encontro Nacional de Educação Especial: Comunicações , 1991. Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Relembrando o primeiro Workshop
Revisitando as postagens anteriores, me deparei com a postagem que fiz sobre o primeiro workshop,lembro bem do nervosismo e inseguranças do primeiro semestre do curso. As expectativas de novas descobertas e aprendizados.
Acredito que a palavra que define esses anos de curso tenha sido reflexão.
A todo momento fomos incentivadas a refletir sobre nossa prática pedagógica, nossas atitudes em relação a nosso cotidiano enquanto pessoas e educadoras.
E o mais gratificante de tudo foi que esse processo não se deu de forma isolada pois, as trocas de experiências, os relatos,agustias e anseios foram compartilhados em nossos encontros presenciai. Com certeza não somos as mesmas educadoras,pessoas que iniciaram o curso, espero continuar em constante aprendizado e transformação..............
Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/2015/08/primeiro-workshop-passado-o-primeiro.html
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Experiências e aprendizagens com o blog
Com certeza as postagens do blog foram o maior desafio durante o curso.
Até a gora, na reta final do PEAD, ainda enfrento dificuldades em manter as postagens.
Acredito que seu principal objetivo seja reconstruir e refletir sobre as aprendizagens nas interdisciplinas.
Durante meu estágio criei um blog com minha turma, para que eles pudessem colocar suas reflexões sobre nosso projeto de leitura.
O resultado foi bastante significativo. Acredito que nosso blog foi uma importante ferramenta para o andamento do projeto e para que eu pudesse chegar em meu objetivo principal, que era tornar a leitura parte do cotidiano da turma.
O portfólio de aprendizagem é parte integrante dos processos de ensino e de
aprendizagem, uma relação teoria-prática e ação-reflexão.
Segundo Perrenoud (2005, p. 65), “A prática reflexiva é a relação com o mundo: ativa,
crítica e autônoma. Por isso depende mais da postura do que de uma competência
metodológica”. O portfólio de aprendizagem é um instrumento que propicia a reflexão da
prática.
Com certeza a experiência com o portfólio de aprendizagem (blog) foi uma das mais significativas durante o curso.
Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/2015/08/minha-experiencia-com-o-blogg-respeito.html
Referências:
PERRENOUT, Philippe. A Prática Reflexiva no Ofício de Professor: profissionalização e
razão pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2002.
Revistando a postagem: "Aprendizagens significativas do semestre"
Continuo acreditando que, nossa maior troca de experiências de dá nos encontros presenciais. Mas, no decorrer do curso, acredito que aprendemos muitas coisas.
Por ser um curso a distância, precisamos nos organizar com horários, ritmos, tecnologias e aprender que, mesmo sem o contato diário, a comunicação não para.
No início era muito complicado os trabalhos em grupo, pois cada colega trabalha em um lugar, moram em cidades diferentes e nos adaptarmos a fazer trabalhos em grupo em ead, também foi um desafio.
O homem apresenta diversas formas de interação social e com o meio. No permanente
processo de (re)construção do conhecimento e aprendizagem no qual o homem se encontra,
fatores biológicos, sociais, culturais e históricos intervêm na criação do sujeito, mas, sozinhos,
tais fatores não completam sua constituição. Vigotski (2001, p. 63) afirma que "o
comportamento do homem é formado por peculiaridades e condições biológicas e sociais do
seu crescimento". Isto denota que diversos fatores influenciam na construção do sujeito.
Com referência à educação, independente da modalidade, as relações sociais possuem
a interatividade presente, palavra que “[...] está nas vizinhanças semânticas das palavras ação,
agenciamento, correlação e cooperação, das quais empresta seus significados” (SANTAELLA,
2004, p. 153), e pode, portanto, ocorrer por várias formas, meios e recursos.
Nesta publicação que estou revisitando, falo do retrato da escola. Com certeza esta foi uma das atividades mais marcantes do curso, a partir deste momento passei a ver a educação e a escola onde trabalho de uma outra forma.
Passei a escutar mais os alunos, perceber as dificuldades de nosso dia a dia, enquanto educadores e também perceber a importância de nosso trabalho como professores.
Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/b/post-preview?token=APq4FmA16hoHmzTtGNJ0xMRt4Qnh-un7DrnJNdHg4TwR-I1wTVTFmEORtFNdh5u6nSDZBvTAr6kaZv-17g0o7lA5rEDi1255NMbD46yWOA6ziNGyjLglZqnIjaU3l3GQibdjR7wIRUie&postId=5137748806202582162&type=POST
Referências:
SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Palus,
2004.
VYGOTSKY, L. S. Psicologia pedagógica. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Por ser um curso a distância, precisamos nos organizar com horários, ritmos, tecnologias e aprender que, mesmo sem o contato diário, a comunicação não para.
No início era muito complicado os trabalhos em grupo, pois cada colega trabalha em um lugar, moram em cidades diferentes e nos adaptarmos a fazer trabalhos em grupo em ead, também foi um desafio.
O homem apresenta diversas formas de interação social e com o meio. No permanente
processo de (re)construção do conhecimento e aprendizagem no qual o homem se encontra,
fatores biológicos, sociais, culturais e históricos intervêm na criação do sujeito, mas, sozinhos,
tais fatores não completam sua constituição. Vigotski (2001, p. 63) afirma que "o
comportamento do homem é formado por peculiaridades e condições biológicas e sociais do
seu crescimento". Isto denota que diversos fatores influenciam na construção do sujeito.
Com referência à educação, independente da modalidade, as relações sociais possuem
a interatividade presente, palavra que “[...] está nas vizinhanças semânticas das palavras ação,
agenciamento, correlação e cooperação, das quais empresta seus significados” (SANTAELLA,
2004, p. 153), e pode, portanto, ocorrer por várias formas, meios e recursos.
Nesta publicação que estou revisitando, falo do retrato da escola. Com certeza esta foi uma das atividades mais marcantes do curso, a partir deste momento passei a ver a educação e a escola onde trabalho de uma outra forma.
Passei a escutar mais os alunos, perceber as dificuldades de nosso dia a dia, enquanto educadores e também perceber a importância de nosso trabalho como professores.
Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/b/post-preview?token=APq4FmA16hoHmzTtGNJ0xMRt4Qnh-un7DrnJNdHg4TwR-I1wTVTFmEORtFNdh5u6nSDZBvTAr6kaZv-17g0o7lA5rEDi1255NMbD46yWOA6ziNGyjLglZqnIjaU3l3GQibdjR7wIRUie&postId=5137748806202582162&type=POST
Referências:
SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Palus,
2004.
VYGOTSKY, L. S. Psicologia pedagógica. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
Educação Libertadora
Iniciei a postagem anterior com a seguinte frase:"A educação libertadora é aquela que concede diariamente, através do diálogo a possibilidade das pessoas cogitarem e agirem de forma a transformar suas vivências de forma autônoma. "
Continuo acreditando nesta frase e com o passar do tempo e as leituras realizadas durante o curso, além de refletir, procurei colocá-la em prática.
Acredito que a educação tem um papel importante na transformação da sociedade.
Para isso, é fundamental entender que o aluno - cidadão - é o agente principal do processo pedagógico, sem com isto desconsiderar o educador, que também deve aprender a ser sempre aluno, pois ambos ensinam e aprendem nos espaços de construção do conhecimento.
O foco central da educação libertadora de Freire é o combate acirrado à dominação e opressão dos “desprivilegiados”.
Acredito que meu papel de educadora é problematizar, incentivar a dúvida e a busca por respostas, por parte de meus alunos.
Referências:
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Editora Paz e Terra. Rio de Janeiro, 1986.
Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/2015/06/a-educacao-libertadora-e-aquela-que.html
Continuo acreditando nesta frase e com o passar do tempo e as leituras realizadas durante o curso, além de refletir, procurei colocá-la em prática.
Acredito que a educação tem um papel importante na transformação da sociedade.
Para isso, é fundamental entender que o aluno - cidadão - é o agente principal do processo pedagógico, sem com isto desconsiderar o educador, que também deve aprender a ser sempre aluno, pois ambos ensinam e aprendem nos espaços de construção do conhecimento.
O foco central da educação libertadora de Freire é o combate acirrado à dominação e opressão dos “desprivilegiados”.
Acredito que meu papel de educadora é problematizar, incentivar a dúvida e a busca por respostas, por parte de meus alunos.
Referências:
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Editora Paz e Terra. Rio de Janeiro, 1986.
Postagem anterior: https://oliveiragessica.blogspot.com/2015/06/a-educacao-libertadora-e-aquela-que.html
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