sábado, 17 de novembro de 2018

Revisitando minhas concepções sobre alfabetização

Os processos de ensino e de aquisição da capacidade de leitura e de escrita são bastante complexos, pois deve orientar cada criança a partir de seu ritmo e com a utilização de teorias e métodos que se complementam progressivamente. Não há um método mais eficiente, e sim, ações docentes que lançam mão de conjunto de procedimentos teóricos e práticos.
O tempo necessário para se alfabetizar ou estar alfabetizado é um processo cognitivo e linguístico continuo sem momentos definíveis de inicio e término.
Quando iniciei no Pead, organizava as aulas para meus alunos de alfabetização, quase que intuitivamente pois, não possuía a teoria necessária para embasar minhas aulas. 
No decorrer do curso percebi que muito do que fazia era embasado teoricamente e tomei ciência de muitos outros processos que desconhecia. Como por exemplo a consciência fonológica. 
Possibilita a tomada de consciência pelos educandos da construção de suas habilidades de leitura e escrita. Seu desenvolvimento e utilização para realizar operações cognitivas permite a construção de hipóteses sobre a aquisição da linguagem. Para Alves (2012, p.31): “A consciência fonológica envolve um entendimento deliberado acerca dos diversos modos como a língua oral pode ser dividida em componentes menores e, então, manipulada”. Manipulada no sentido de produções cognitivas construtivas e conscientes relaizadas pelas pessoas em processo de aquisição da leitura e escrita. Permite o reconhecimento das palavras que terminam ou iniciam com o mesmo som. E também a possibilidade de construções com a manipulação das sílabas para a formação de novas palavras. Diversos processos cognitivos são estruturados com a inversão de sílabas, exclusão e segmentação testadas em atividades, que permitem a construção de hipóteses.
A produção escrita das crianças constitui uma finalidade fundamental, pois lhes possibilita a comunicação de seus pensamentos e ideias com os demais. É um dos objetivos básicos do ensino fundamental. É desenvolvida de maneira progressiva e acompanha o êxito escolar. Na composição dos textos estão intrínsecas as capacidades e dimensões psicológicas e sociais dos estudantes. Hoje percebo na produção textual de meus alunos muito de seus medos e sonhos,mesmo quando proponho um tema, a identidade de cada um é expressa no texto.
Assim podemos perceber que tanto o processo de alfabetização, com o desenvolvimento da consciência fonológica e da produção textual são construções progressivas e que contam a participação ativas das crianças. A evolução da cognição e a aprendizagem do sistema alfabético ocorrem concomitantemente não havendo a necessidade de separar estas duas dimensões da formação humana. 

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Referências

ALVES, Ubiratã Kickhofel. O que é consciência fonológica. In: LAMPRECHT, Regina Ritter; BLANCODUTRA, Ana Paula et al. (Orgs.). Consciência dos sons da língua: subsídios teóricos e práticos para alfabetizadores, fonoaudiólogos e professores de língua inglesa. Porto Alegre: EDIPUCRS.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A importância da literatura no processo de alfabetização


A literatura é uma ferramenta importante para ser utilizada em sala de aula, para  podermos conectar nosso aluno com o mundo ao seu redor, com seu cotidiano, com o que está posto, mas muitas vezes não é visto. Historicamente a literatura foi utilizada para moldar os cidadãos e encaixá-los no modelo de sociedade existente e hoje, com as reformas culturais e sociais em curso, tem-se utilizado as histórias infantis não só para incentivar o gosto pela leitura mas também para formar cidadãos críticos e conectados com o outro, o diferente.
Ao reler os textos da interdisciplina para organizar as atividades do estágio, percebi elementos importantes para serem incluídos no processo de ensino aprendizagem.
Trabalhar temas por vezes difíceis como preconceito, diferenças, quando utilizamos a literatura estas questões fluem mais facilmente.
Olhar o mundo através da literatura, desperta em nossos educandos o gosto pela leitura.
Pensando sobre este tema, noto que o trabalho envolvendo a literatura tornou-se uma prática corriqueira em minhas aulas, hoje consigo abordar este tema com muito mais propriedade.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Diferenças entre o modo de aquisição de linguagem de Vygotsky e Piaget


 Para Vygotsky é uma ferramenta de comunicação interação, interações que possibilitam trocas de experiências entre cada individuo. Para Vygotsky a linguagem e o pensamento estão fortemente conectados.
Para que possamos entender as ideias de Vygotsky é fundamental apropriar-se de quatro pensamentos fundamentais: interação, mediação, internalização e ZDP, para ele o individuo deve ter relações interpessoais para se desenvolver- interativos - trocas com o coletivo- construção do conhecimento através da linguagem.
Para Piaget, a passagem do egocentrismo infantil para o pensamento lógico, encontra-se intimamente ligada ao processo de aquisição da linguagem.
As pesquisas de Piaget (1923, 1924) mostram que os fatores sociais e culturais são aqueles que promovem o desenvolvimento do pensamento. Assim, quando ele se refere à sucessão evolutiva do pensamento “autístico” (individual e incomunicável) para o pensamento “dirigido” (socializada, orientada pela adaptação progressiva dos indivíduos uns aos outros), o progresso é atribuído à ação do meio social e da linguagem. Explica assim que a oposição entre as duas formas de pensamento.
As diferenças maiores são que enquanto Piaget trata a aquisição da linguagem como, algo mais biológico, que depende da maturação biológica de cada um, Vygotsky diz que é necessária uma interação interpessoal para o desenvolvimento da linguagem.
Vygotsky fala em uma origem social da linguagem e do pensamento. Inicialmente a fala segue a ação, e a fala que dirige e determina o curso desta ação. E por ser um processo que depende da interação com o meio, ele muda se o meio ao qual a criança está inserida muda.
Piaget acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que esta se encontra. A visão particular e peculiar (egocêntrica) que as crianças mantêm sobre o mundo vai, progressivamente, aproximando-se da concepção dos adultos: torna-se socializada, objetiva.
Vygotsky discorda de que a construção do conhecimento proceda do individual para o social. Em seu entender a criança já nasce num mundo social e, desde o nascimento, vai formando uma visão desse mundo através da interação com adultos ou crianças mais experientes. A construção do real é, então, mediada pelo interpessoal antes de ser internalizada pela criança. Desta forma, procede-se do social para o individual, ao longo do desenvolvimento.
Tanto Piaget quanto Vygotsky deixam claro a importância e o papel da escola por ser onde a criança interage com o outro, imita e onde o educador exerce o papel de mediador nas relações interpessoais bem como os “ objetos de conhecimentos.” A base da aprendizagem é feita na interação do sujeito com o meio. Assim fica claro a importância da escola como local onde podem ocorrer os diversos processos que proporcionarão a construção do conhecimento e a aquisição da linguagem.


Referências:

MONTOYA, Adrián Oscar Dongo, Pensamento e Linguagem: Percurso Piagetiano de Investigação. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 11, n. 1, p. 119-127, jan./abr. 2006
VYGOTSKY, Lev S. A formação Social da Mente. 2. ed. São Paulo: Martins Editora, 2007. 224 p

Cenas de sala de aula



A escola como a percebemos é uma construção social, e como tal deve ser analisada a partir do contexto que está inserida. Portanto, acredito que, conhecer os “arredores” desta escola nos auxilia a entender seu interior.
Enquanto instituição, a escola continua pressa ao formato de sua inauguração, classes enfileiradas, conteúdos engessados, sequências cronológicas que por vezes não possuem ligações com o cotidiano dos frequentadores desta escola, ou seja, os educandos. Na grande maioria das vezes, a instituição escolar, que usa como modelo as escolas do século XVII, quer “ensinar” um aluno do século XXI. O choque de perspectivas é gigantesco.
Então, como vamos conseguir fazer com que escola, aluno e professores tenham os mesmos interesses, objetivos e anseios? Já vou logo dizendo que, não tenho as respostas, mas, a partir de meus estudos e analises desde que iniciei na Pedagogia, acredito conseguir enumerar algumas ideias, que talvez se postas em prática, possam auxiliar nesse novo modelo de escola que tanto se fala e tanto se busca.
Creio que o primeiro ponto a se considerar é o conceito de escola democrática. Trabalho em um município onde pude acompanhar a implementação da Gestão Democrática, contudo, apenas escolher quem será a equipe diretiva de uma escola, não é suficiente para de fato chamarmos uma escola de democrática.
Como bem coloca Tosto (2001) “uma escola democrática é uma escola que se baseia em princípios democráticos, em especial na democracia participativa, dando direitos de participação iguais para estudantes, professores e funcionários”. E esse talvez seja o mais difícil de alcançar. Não só porque não se tem oportunidade de expor suas ideias, mas também porque, muitas vezes, estamos tão habituados a “não participar” que o simples fato de levantar em uma reunião pedagógica e dizer ao colega “não concordo com você”, se torna um exercício por vezes deixado de lado.
Para efetivamente podermos chamar uma escola de democrática, devemos incentivar nossos educandos, desde sempre, a serem participativos, críticos, nós educadores devemos nos mostrar democráticos. Colocar nosso aluno como centro das ações da escola, e não somente de sua turma. A comunidade escolar deve entender que a escola é de todos, todos tem sua participação.

Referências

BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade,  Porto Alegre, p.89-96, 01 jun.1994. Semestral. 19(1). Disponível em: https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-episyemologicos-2-pdf

MACEDO, Lino de. O construtivismo e sua função educacional. Educação e Realidade. Porto Alegre, p.25-31, 01 jun.1993. 18 (1). Disponível em: http:///www.ufrgs.br/psicoedu/piaget/oconstrutivismo-e-sua-funcao-educacional/
TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN 2175-3318. V.4.2001. Disponível em: http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html

Estudo do texto de Rays


 O texto de Rays busca definir o ato de planejamento de ensino numa perspectiva mais profunda e pragmática. No quadro abaixo, segue uma análise dos principais momentos tratados no texto.
MOMENTOS
PRINCIPAIS IDÉIAS
DEGUSTAÇÃO
RELAÇÃO COM A PRÁTICA
  1. “Escola e realidade social”



- Análise do contexto social onde está inserida a escola;
- Tornar essa realidade o ponto de partida para a prática pedagógica que será desenvolvida na escola.
- Ao ler esta passagem, me vi na escola onde trabalho.
- Na escola onde trabalho buscamos sempre que possível levar em consideração a realidade de nosso aluno, tanto que nosso PPP foi alterado para se adequar a realidade social a qual a escola está inserida.
  1. “Retrato sociocultural do educando”



- Análise particular dos educandos e suas famílias;
- Características de aprendizagem dos educandos
- Me fez lembras daqueles alunos que reprovam repetidas vezes no mesmo ano.
- Procuro sempre tentar entender as dificuldades que meu aluno e suas famílias tem.
  1. “Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”


- Assimilação, elaboração e recriação do saber;
- Repensar os conteúdos das disciplinas ao longo de todo o ano letivo.
- Repetição que há em muitos currículos escolares
- Nossos planos de estudos foram todos remodelados para que possamos ter mais liberdade em trabalhar os conteúdos.
  1. “Procedimentos de ensino-aprendizagem”



- Metodologias e caminhos a serem seguidos para a aplicação dos conteúdos.
- Qualidade na formação e continua busca por aperfeiçoamento por parte dos professores.
- Tenho tentado, ao longo dos anos, buscar novos métodos para auxiliar meus alunos no processo de ensino aprendizagem.
  1. “Avaliação da aprendizagem”



- Contribuir com trabalho docente;
- Aprimorar o desenvolvimento e aprendizagem do aluno
- Sempre lembro na avaliações classificatórias a que fomos submetidos ao longo de nossa vida acadêmica.
- Trabalho com uma avaliação que busca aprimorar e não classificar meu aluno.

Referências:

RAYS, Oswaldo Alons. Planejamento de ensino: um ato político-pedagógico. 

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Projeto Copa do Mundo

Aproveitando a realização da Copa do Mundo de futebol,  desenvolvi com minha turma um projeto interdisciplinar.
História , geografia , Português, Matemática e claro Educação Física estão presentes nessa semana de intenso aprendizado e diversão! !!
Começamos com a origem das copas,  localização dos países participantes,  cálculos envolvendo os pontos obtidos pelas seleções.
Ao final,  aproveitando a realização dos Jogos Esportivos Escolares de Nova Santa Rita , assistimos alguns jogos para ver na prática as regras do futebol,  e claro torcer por nossa escola .





quarta-feira, 20 de junho de 2018

Apresentação EJA

Hoje apresentamos o resultado de nossas experiências e entrevistas. Muitos relatos e reflexões ! ! Contextos diferentes,  muitas ideias e a certeza de que sim a educação tem jeito.....

Desafios da inclusão na escola contemporânea

Quando iniciou-se o processo de implantação da Educação Inclusiva nas escolas regulares, evidenciou-se as profundas transformações que se f...